Apoie a Sanitário #3 no Catarse

capaCom números lançados em 2012 e 2013, a revista Sanitário marcou a trajetória do extinto grupo paraibano de quadrinhos Coletivo WC. Com os temas “O mundo ainda não acabou” e “Grandes monstros da humanidade”, os quinze quadrinistas que participaram da revista em suas duas primeiras edições deram suas próprias interpretações das temáticas, que apesar de ser um fio condutor entre as histórias, foram tratadas de maneiras distintas pelos autores. Desta vez o subtítulo da revista foi emprestado de uma frase da música “A lenda”, do grupo de rap “Quinto Andar”.

Em 2015 os ex-integrantes do grupo pretendem fechar a trilogia em grande estilo. Na medida em que foram adquirindo experiência no ofício de produzir suas publicações independentes, a revista foi ganhando corpo e se aperfeiçoando, de modo que para esta última edição inovaram em dois aspectos: fazer uma publicação colorida e abrir espaço na revista para os demais quadrinistas do estado da Paraíba.

Mantendo o mesmo formato das edições anteriores, esta conta com 92 páginas, divididas entre histórias coloridas e preto e branco.  Nos dois primeiros números as capas da revista foram confeccionadas pelo Igor Tadeu, ex-integrante do grupo, com quadrinhos nas três edições da publicação; contudo, nesta última, a capa conta com a pintura de John Monteiro, ilustrador, quadrinista e tatuador paraibano. Mas o nome mais conhecido dentre os participantes é sem dúvida o de Shiko, cujo trabalho já inspira os artistas do estado há vários anos e que recentemente ganhou o merecido destaque nacional. Os demais ex-integrantes do Coletivo WC presentes com seus trabalhos são João Neiva Peregrino, Jorge Elô, Lauro Perazzo, samueldegois, Thaïs Gualberto, Thiago CA Leal e Will Simões. E há ainda mais oito histórias selecionadas pelo edital lançado em 2013.

Entre os nomes mais e menos conhecidos desta edição há não só uma ampla diversidade artística e narrativa, mas uma diversidade de gêneros que vão desde o nosso folclore a uma entrevista com uma samurai moderna, passando pelo maluco beleza Raul Seixas. Sobre as edições anteriores da revista, Braulio Tavares disse que “entre a rapaziada do Sanitário há quem domine a técnica ‘oficial’, há quem esteja inventando uma técnica própria, e há quem esteja na encruzilhada entre as duas coisas. É a foto da nuvem, de um momento que não se repetirá, porque cada um irá numa direção diferente”.

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Selecionados da Sanitário #3

Untitled-1Recebemos os quadrinhos e fizemos as escolhas. A alguns do selecionados serão solicitados ajustes que serão informados individualmente via e-mail. Confira se o seu nome está listado abaixo e se o título da história está correta. Quaisquer dúvidas ou informações, entrar em contato pela fanpage ou pelo e-mail coletivowc@gmail.com.

  1. Aurélio Filho, José Augusto Luz, André Quixada Lima e Francisco APS – “Metamorfose”
  2. Beco Costela – “Canção dos Guerreiros Exilados” e “Mito Insubstituível”
  3. Joheel Rodriguez – “Quadrinhos Medonhos”
  4. jonasagapito – Sem título
  5. Lailton Silva – Sem título
  6. Luiz Gonzaga – “Ela tá Voltando”
  7. MAC – “Roberto, a Lenda”
  8. Mariana Sales – “O Boto”
  9. Megaron Xavier e July Mendes – “A Balada do Profeta!”
  10. RB – Sem título
  11. Shiko – Sem título

Além destes, teremos também na revista os quadrinhos de ex-integrantes do Coletivo WC.

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Sanitário #1

Sanitário #1 (2012)

06/03/14: Prorrogado o prazo de inscrição para 24 de março. A prorrogação acarretará também no adiamento do lançamento da revista.

A revista Sanitário é um produto do extinto Coletivo WC, grupo de quadrinistas paraibanos formado em meados de 2010, que encerrou as atividades em 2013, no lançamento da segunda edição da revista. Entretanto, na intenção de fechar a trilogia e assim fechar também a trajetória do grupo que surgiu com a intenção de reunir e divulgar o trabalho dos quadrinistas da Paraíba, resolvemos lançar a terceira edição da Sanitário.

Capa da Sanitário #2

Sanitário #2 (2013)

Como o grupo se dissolveu, concluiu-se que a revista deveria existir em um novo formato, próximo à intenção inicial do Coletivo WC: reunir todos os quadrinistas do estado. Dessa maneira, está aberto o edital de seleção para que quaisquer escritores, ilustradores e quadrinistas da Paraíba possam se inscrever.

Baixe o Edital e Ficha de Inscrição

As inscrições estão abertas de 16 de dezembro de 2013 a 10 de março de 2014 e este prazo não sofrerá prorrogação.

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A Sanitário #2 será lançada dia 16 no FIQ

Capa da Sanitário #2Anotem nas agendas!

Na Praça de autógrafos e lançamentos Mauro Martinez
No sábado, 16 de novembro
Às 16h na mesa 07
R$ 15

Em outros momentos do evento a revista estará à venda no stand da UGRA PRESS.

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Artigo de Braulio Tavares em 23/10/2013 no “Jornal da Paraíba”

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O que leva as pessoas a fazer revistas de quadrinhos? Não rende dinheiro (pelo menos não nos primeiros dez anos). Dá um trabalho enorme, é esnobado por alguns intelectuais, é ignorado pela imprensa… Bastariam estes sintomas para provar que as HQs são uma forma de arte pela arte, feita por gente que descobriu que 1) sabe fazer aquilo; e 2) gosta de fazer aquilo. E isto são condições necessárias e suficientes para fazê-lo.

Sanitário (revista HQ de Campina Grande – http://www.coletivowc.com.br) está cheia desse entusiasmo nos seus roteiristas e ilustradores. Humor, imaginação, uma dose do cinismo e da brutalidade que são “o Espírito do Tempo”, e com os quais temos de conviver, porque os tempos agora são assim. A revista lançou dois números temáticos: 1) “O Mundo Ainda não Acabou” e 2) “Grandes Monstros da Humanidade”. Alguns têm mais técnica; outros, têm idéias mais surpreendentes, mesmo que a técnica ainda seja na base da tentativa.

Em HQ, a idéia é essencial. A história tem que ter interesse, os personagens não podem ser apenas ilustrações do texto. Os diálogos têm que ser uma destilação e concentração do que seria dito, pra não perder tempo. Muitas vezes o cara tem isso, sabe fazer isso, mas não é um grande desenhista. A solução, ao meu ver, é transformar suas limitações em qualidades. Ao invés de tentar desenhar com A ou B, concentrar-se nas virtudes que tem (seja traço, seja enquadramento, seja textura, seja figurativismo bem resolvido… o que for).

No universo brasileiro da HQ, da tirinha, do cartum, existem grandes desenhistas, de técnica refinada: Laerte, Mike Deodato, Mutarelli, Shiko, Rafael Grampá, Fábio Moon & Gabriel Bá… Cada um desenha de um jeito totalmente diferente dos outros, mas todos tem o que em música a gente chama “domínio do instrumento”. Por outro lado, alguns dos melhores quadrinhistas atuais são pessoas que tecnicamente ninguém chamaria de grandes desenhistas: Bruno Maron, Alan Sieber, André Dahmer, além de mestres de uma geração anterior, como os falecidos Henfil e Glauco. Não têm “essas técnicas todas”, mas, por-cima de-pau-e-pedra, cada um criou um estilo pessoal.

Estilo é a tensão entre o que a gente sabe fazer muito bem e o que a gente não consegue fazer de jeito nenhum. Um Henfil não tem a mesma técnica figurativa de um Laerte, mas isso não importa, porque ele é capaz de dizer tudo que quer usando aquilo que tem. Entre a rapaziada do Sanitário há quem domine a técnica “oficial”, há quem esteja inventando uma técnica própria, e há que esteja na encruzilhada entre as duas coisas. É a foto da nuvem, de um momento que não se repetirá, porque cada um irá numa direção diferente.

Fonte: Mundo Fantasmo

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Sanitário #2 em Campina Grande

Sanitário #2 em Campina Grande

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Digerindo monstros

Depoimento voluntário de uma leitora da Sanitário #2:Capa da Sanitário #2

Prefiro relatar algumas experiências ainda com o sangue quente, mesmo correndo o risco da superinterpretação, da falta de distanciamento crítico e da digestão necessária para uma análise. Realmente ainda não deu tempo de digerir. Ainda estão revirando aqui dentro, mexendo sem parar. Não são borboletas no estômago, são monstros.

Sobre a dimensão do conto, Edgar Allan Poe escreveu que, para manter o efeito da unidade de impressão, a obra literária deveria ser de extensão suficiente para ser lida de uma só assentada. Assim foi com a obra que li hoje – não consegui desviar o olhar até virar a última página.

Diante de algumas passagens, fiquei absorta, pensando como são eloquentes e têm ressonâncias na experiência humana: “somos os monstros de nós mesmos”; “talvez não sejam certezas que me fazem falta”; ou quando a mãe doente, em conversa com a filha, afirma fazer certas coisas para aliviá-la, desde já, o sofrimento da perda tão próxima – “para que depois você não tenha do que sentir falta”.

Não, eu não li um romance. Tão pouco um livro de contos, apesar de se tratar de um conjunto de narrativas que podem ser degustadas separadamente, mas, eu recomendo, devem ser lidas em conjunto pela forma como os sentidos que transitam entre elas encaixam-se tão bem.

Nos textos, temas universais, como medo, coragem, amor, liberdade, apego, solidão, morte, ausência, pobreza, aceitação, violência. Pela janelinha da metaficção, remexendo nos arquivos de memória, surgiram diante de mim: a crueldade na morte do índio Galdino, o sensacionalismo dos programas policiais, Gregor Samsa (Kafka), O Grito (Edvard Munch), Godzilla, a Família Addams, o gênero western, o folclore brasileiro, Vidas Secas (Graciliano Ramos), Astroboy, uma referência bíblica (Salmo 91), traços de autoficção.

Ainda atordoada em ver como tudo isso pode ser tratado com humor e criticidade na leveza de uma revista em quadrinhos. Grata, Thiago CA Leal (por muito tempo, meu consultor em língua portuguesa), pelo prazer em conhecer a segunda edição da Revista Sanitário – Grandes Monstros da Humanidade e, consequentemente, o talento de tantos outros quadrinistas locais. Repasse os parabéns ao Coletivo WC. Esperando, ansiosa, pelos próximos números.

Suéllen Rodrigues
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